Agreste

Desmatamento no Agreste pernambucano cai 22% com fiscalização reforçada

Inpe registra queda de 22% no desmatamento do Agreste em 2025; programa de pagamento por serviços ambientais remunera 320 proprietários rurais.

O índice de desmatamento no Agreste pernambucano recuou 22% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A queda é atribuída ao aumento da fiscalização pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e ao programa de pagamento por serviços ambientais do Governo de Pernambuco.

O Agreste abriga remanescentes importantes de Mata Atlântica e de Caatinga, biomas ameaçados pela expansão agrícola e pelo desmatamento para produção de carvão. As Serras do Ororubá, em Pesqueira, concentram uma das maiores áreas contínuas de mata nativa do interior pernambucano.

Pagamento por serviços ambientais

O programa estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) remunera 320 proprietários rurais do Agreste para que mantenham a vegetação nativa em suas terras. Cada hectare preservado gera até R$ 150 por ano de renda complementar para o produtor.

A CPRH realizou 1.200 fiscalizações no Agreste em 2025, com autuações que somaram R$ 4,2 milhões em multas. Os recursos arrecadados são reinvestidos no Fundo Estadual de Meio Ambiente.

Compartilhar