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Brasil sedia Cúpula do G20 Social com foco em redução da desigualdade

Cúpula do G20 Social produz 15 recomendações incluindo imposto mínimo de 15% sobre grandes fortunas e fundo global de combate à fome.

O Brasil sediou a Cúpula do G20 Social em Brasília, evento paralelo à presidência brasileira do G20 que reuniu representantes de movimentos sociais, sindicatos, organizações de direitos humanos e lideranças comunitárias de 20 países. A cúpula produziu um documento com 15 recomendações para os líderes do G20 sobre redução da desigualdade, trabalho decente e combate à fome.

Entre as propostas aprovadas estão a tributação mínima global de 15% sobre grandes fortunas — que o Brasil defende desde o início de sua presidência do G20 —, a criação de um fundo internacional de combate à fome e a regulação das plataformas digitais de trabalho para garantir direitos aos gig workers.

Repercussão internacional

A proposta de tributação de grandes fortunas divide os membros do G20: países europeus como França e Alemanha apoiam a medida, enquanto EUA e Japão são contrários. O Brasil usou a Cúpula Social para fortalecer a aliança com países do Sul Global em torno da agenda redistributiva.

O presidente Lula discursou na abertura da cúpula, reafirmando que o combate à desigualdade é o principal legado que o Brasil quer deixar em sua presidência do G20.

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