Alzheimer: novo medicamento brasileiro retarda progressão em 35%
BRZ-101, desenvolvido no Brasil, retarda Alzheimer em 35% em ensaio com 640 pacientes; publicado na Nature Medicine e fase 3 global será iniciada.
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino publicaram na revista Nature Medicine os resultados de um ensaio clínico com um novo medicamento capaz de retardar a progressão do Alzheimer em 35% em pacientes com a doença em estágio inicial. O composto, chamado BRZ-101, atua inibindo a formação das placas de proteína beta-amiloide no cérebro.
O estudo acompanhou 640 pacientes com diagnóstico de Alzheimer leve a moderado durante 24 meses, em oito centros médicos do Brasil. Os participantes que receberam o BRZ-101 mantiveram por mais tempo as funções cognitivas e a independência nas atividades do dia a dia.
Próximos passos
O laboratório responsável pelo desenvolvimento comercial do medicamento anunciou que iniciará os testes de fase 3 ampliados em 12 países, incluindo EUA, Alemanha, Japão e Austrália. O prazo estimado para que o remédio chegue ao mercado é de cinco a seis anos.
O Brasil já registra 2 milhões de casos de Alzheimer e projeta triplicar esse número até 2050 com o envelhecimento da população. Um medicamento eficaz para retardar a doença teria impacto significativo nos custos do sistema de saúde.