Professores ganham reajuste acima da inflação em 18 estados brasileiros
18 estados aprovam reajuste acima da inflação; Pernambuco (5,4%), Ceará (5,2%) e Goiás (5,0%) lideram e piso nacional de R$ 5.130,63 obriga estados a seguir.
Dezoito estados brasileiros aprovaram reajustes salariais acima da inflação para professores da rede pública no primeiro semestre de 2026, sinalizando uma tendência de valorização do magistério que contrasta com a década anterior, marcada por perdas reais frequentes. Os maiores reajustes foram concedidos em Pernambuco (5,4%), Ceará (5,2%) e Goiás (5,0%).
A valorização do piso salarial nacional do magistério — que subiu 5,4% em 2026, para R$ 5.130,63 por 40 horas semanais — pressionou os estados a seguirem o reajuste federal. A Constituição obriga os estados a pagarem o piso nacional a todos os professores.
Impacto na carreira
Além do reajuste, os estados de SP, MG, RS e PE aprovaram reformas nas carreiras do magistério que vinculam promoções ao desempenho e à formação continuada. As novas regras criam incentivos para que professores façam pós-graduação e participem de formações certificadas.
O Sindicato dos Professores avaliou positivamente os reajustes, mas destacou que a valorização precisa ser acompanhada de melhores condições de trabalho, redução do número de alunos por turma e maior tempo para planejamento.