Sábado, 18 de julho de 2026
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Agreste

Em quatro anos, Raquel Lyra e Izaías Régis tiram do papel o que 16 anos de PSB só prometeram a Garanhuns

Hospital de alta complexidade, novo Hospital da Mulher, complexo pericial com IML e duplicação de rodovia federal saem do discurso e viram canteiro de obras

Em quatro anos, Raquel Lyra e Izaías Régis tiram do papel o que 16 anos de PSB só prometeram a Garanhuns

Garanhuns vive, nos últimos quatro anos, um ritmo de entregas que a cidade não via há décadas. E o contraste começa pelo que sempre foi motivo de vergonha para o município: Garanhuns nunca teve um Instituto Médico Legal (IML) próprio. Toda perícia de necropsia, remoção de corpo, exame de vítima de violência, dependia de deslocamento até Caruaru ou Recife — a família enlutada esperando o corpo do parente viajar entre cidades para poder ser liberado. Isso está com os dias contados: o Governo de Pernambuco licitou e contratou a construção do novo Complexo de Polícia Científica (CPC) de Garanhuns, num terreno de 2.850 m² na Avenida Irga, às margens da PE-177, perto da 5ª Ciretran. A obra, orçada em R$ 4,96 milhões e a cargo da Andrade Pontes Engenharia, com prazo de oito meses, vai reunir sob o mesmo teto o Instituto de Criminalística — com laboratórios de balística, biologia forense, drogas e informática forense — e o próprio IML, com sala de necropsia equipada e setor de custódia de corpos. Vai atender Garanhuns e mais 22 municípios da região, cerca de 500 mil habitantes que hoje dependem de outras cidades para um serviço básico de perícia.

Na saúde, o volume de obras é ainda maior. Garanhuns vai ganhar não uma simples maternidade, mas um Hospital da Mulher do Agreste Meridional de fato — a Nova Maternidade de Garanhuns está saindo do chão com investimento de R$ 58,2 milhões (R$ 43,9 milhões do Novo PAC federal e R$ 14,2 milhões do Governo do Estado), 150 leitos, UTI neonatal, UTI obstétrica e banco de leite. Junto dela, o Centro de Parto Normal, no bairro Heliópolis, vai oferecer partos de risco habitual num ambiente humanizado, tirando parte da pressão da maternidade tradicional da cidade.

E tem o carro-chefe: o Hospital Mestre Dominguinhos, pedido por Izaías Régis à então candidata Raquel Lyra ainda na campanha de 2022 e reafirmado assim que ele tomou posse na Alepe. São mais de 26 mil m² de área construída em três pavimentos, cerca de 250 leitos, UTI, urgência e emergência, centro cirúrgico, hemodinâmica, centro de reabilitação e ambulatório com 15 consultórios — um equipamento de alta complexidade em neurologia, ortopedia, cardiologia, sistema vascular e queimados, com investimento superior a R$ 135 milhões. É o Hospital Mestre Dominguinhos que Garanhuns e toda a região do Agreste Meridional nunca tiveram, e que vai reduzir a fila de transferências para Caruaru e Recife.

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Governadora Raquel Lyra e Izaías Régis vistoriando obras

Some a isso o Programa Leite para Todos, que atende 885 famílias em situação de vulnerabilidade em Garanhuns com litro de leite comprado direto do pequeno produtor; os 276 títulos de propriedade entregues pelo Morar Bem Pernambuco nos núcleos habitacionais Heliópolis e Santa Rosa 1 e 2; e mais de R$ 12 milhões em pavimentação e recapeamento dos acessos ao Aeroporto de Garanhuns e ao Santuário de Santa Quitéria, em São João.

A rodovia que virou símbolo

Governadora Raquel Lyra conversando com lideranças em Garanhuns

Fora do orçamento estadual, mas dentro da luta política de Garanhuns, está a duplicação da BR-423 — os 83,1 km que ligam São Caetano a Garanhuns, uma obra prometida por três presidentes da República e que nunca saía do papel. É investimento do Governo Federal, via DNIT e Novo PAC, mas quem acompanha a articulação sabe que não caiu do céu: Izaías Régis, líder do governo na Assembleia Legislativa, cobrou publicamente da própria governadora, em sessão plenária, que ela usasse toda visita do presidente Lula ao estado para pressionar por agilidade na obra. Raquel Lyra, por sua vez, não mede viagem a Brasília — esteve, mês após mês, reunida com ministérios, sempre com o nome do ministro dos Transportes, Renan Filho, na pauta. O primeiro lote, de 43,1 km entre São Caetano e Lajedo, já está com mais da metade da terraplenagem concluída, e o segundo lote, até Garanhuns, segue sendo cobrado pela dupla.

O contraste com os 16 anos anteriores

Prefeito Sivaldo Albino, João Campos e Cayo Albino em Garanhuns

Compare isso com os 16 anos em que o PSB esteve à frente do Governo de Pernambuco — dois mandatos de Eduardo Campos, dois de Paulo Câmara. Foi tempo de sobra e orçamento robusto, mas o Hospital Mestre Dominguinhos, que Garanhuns pedia há gerações, nunca saiu do papel. Virou peça de campanha eleitoral: aparecia a cada eleição e sumia depois dela, do jeito que a seca do Nordeste nunca tinha data pra acabar. Enquanto isso, no campo federal, João Campos, hoje pré-candidato ao Governo do Estado, estreou na vida pública em Garanhuns com mais de 10 mil votos para deputado federal. Fica a pergunta que a cidade ainda cobra resposta: o que efetivamente voltou para o município nesse período, em obra concreta e não em discurso? No campo estadual, o hoje prefeito Sivaldo Albino, quando ainda era suplente de deputado pelo PSB, também não deixou como legado nenhuma obra estrutural para a cidade.

De um lado, quase duas décadas de promessa reciclada. Do outro, quatro anos entregando o Hospital Mestre Dominguinhos, o Hospital da Mulher, o complexo pericial com IML e cobrando, palmo a palmo, a duplicação de uma rodovia federal esquecida havia décadas.

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