Sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Garanhuns

A fonte secou: pré-candidatura milionária de Moacir Bezerra Filho desaba antes de sair do papel

Filho da conselheira tutelar Adriana Bezerra prometia campanha bilionária a deputado estadual, arregimentou cabos eleitorais esquecidos pela política local — e agora nem confirma, nem desmente que desistiu

A fonte secou: pré-candidatura milionária de Moacir Bezerra Filho desaba antes de sair do papel

A pré-eleição para deputado estadual por Pernambuco já tem sua primeira baixa. Moacir Bezerra Filho, filho da conselheira tutelar Adriana Bezerra, dá fortes sinais — a julgar pela sua movimentação pública recente — de que abandonou o projeto de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, embora, até o fechamento desta matéria, não tenha assumido publicamente a desistência.

Segundo quem acompanha a política local há mais tempo, Moacir nunca foi um nome de peso na política de Garanhuns. Por anos, teria circulado nos bastidores como entusiasta e cabo eleitoral, sempre próximo a Givaldo Calado, sem nunca ter encabeçado uma candidatura própria. Sua reaparição na cena política, há pouco mais de um ano, surpreendeu justamente por isso: o desconhecido do grande público voltou se apresentando como empresário do setor de tecnologia — sem nunca citar publicamente o nome de qualquer empresa sua — e anunciando, segundo relatos de apoiadores da época, um orçamento de campanha na casa dos R$ 25 milhões.

A promessa de fartura funcionou como ímã. Moacir passou a reunir ao seu redor cabos eleitorais e figuras políticas que a cidade já dava como página virada, gente sem grande capital de votos mas com experiência de campanha, seduzida pela ideia de uma candidatura milionária, com direito a escolta e estrutura de sobra.

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Nas últimas semanas, porém, o entusiasmo azedou. Segundo relatos de integrantes do próprio grupo ouvidos por este portal, prazos e compromissos financeiros deixaram de ser cumpridos há mais de dois meses, sempre adiados com a mesma desculpa: amanhã, depois de amanhã, semana que vem. Uma reunião chegou a ser realizada no auditório do Palace Hotel para dar sinal de fôlego à pré-campanha — mas, segundo quem esteve lá, serviu apenas para a foto. Os compromissos prometidos não vieram.

Apoiador segura bandeira em evento da pré-campanha

O esvaziamento também é visível nas redes sociais do pré-candidato. Onde antes apareciam aglomerações de apoiadores em restaurantes e caminhadas, hoje restam apenas registros de Moacir acompanhado de duas ou três pessoas — sem o cenário de fartura que marcou o início do projeto.

Moacir Bezerra em ambiente com decoração festiva durante reunião política

Vale registrar que, no dia 27 de junho, este portal procurou Moacir Bezerra diante do mesmo burburinho sobre um suposto enfraquecimento do grupo. Na ocasião, o pré-candidato negou qualquer fragilidade, afirmou que a pré-candidatura crescia a cada dia em Garanhuns e no Agreste Meridional e atribuiu as especulações a adversários derrotados nas urnas. É diante desse quadro — de crescimento anunciado há pouco mais de uma semana — que o cenário atual, de silêncio e esvaziamento observável, chama atenção.

O que intriga até quem participou do grupo, segundo relatos ouvidos por este portal, é o silêncio. Moacir Bezerra Filho não confirma o fim da pré-candidatura, mas também não dá qualquer sinal de que ela continue de pé. Enquanto isso, quem embarcou no projeto espera respostas que, segundo os próprios relatos, não vêm chegando — assim como não chegou o dinheiro prometido.

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