Burnout cresce 28% entre brasileiros de 25 a 40 anos, aponta FGV
FGV aponta burnout em 32% dos trabalhadores de 25-40 anos; educação (41%) e saúde (38%) lideram e transtornos custam R$ 26 bi/ano às empresas.
A síndrome de burnout cresceu 28% entre brasileiros na faixa etária de 25 a 40 anos nos últimos dois anos, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas realizada com 4.800 trabalhadores em todo o Brasil. O estudo aponta que 32% dos trabalhadores nessa faixa etária apresentam sintomas característicos do esgotamento profissional.
Os setores com maior prevalência são educação (41%), saúde (38%), tecnologia da informação (35%) e serviços financeiros (33%). O trabalho remoto, paradoxalmente, aumentou os casos: a dificuldade de separar o tempo de trabalho do tempo pessoal é apontada por 68% dos entrevistados com burnout.
Impacto econômico
O burnout custa às empresas brasileiras R$ 26 bilhões por ano em absenteísmo, perda de produtividade e rotatividade de pessoal, segundo estimativa da FGV. O número de afastamentos por transtornos mentais aumentou 68% no INSS entre 2020 e 2025.
O Ministério do Trabalho lançou o programa Trabalho Saudável, com normas mais rígidas para jornadas de trabalho em setores de alta pressão e obrigatoriedade de programa de bem-estar corporativo para empresas com mais de 200 funcionários.