Policiamento comunitário: modelo bem-sucedido de SP será adotado em 8 estados
Modelo paulista de policiamento comunitário se expande para 8 estados com 320 novas Bases; em SP, áreas cobertas têm homicídios 40% menores.
O modelo de policiamento comunitário desenvolvido em São Paulo, que combina bases territoriais fixas com agentes treinados para mediação de conflitos e aproximação com a comunidade, será adotado em outros oito estados brasileiros com financiamento do Ministério da Justiça. Os estados selecionados foram Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Pará e Amazonas.
O programa, chamado Policiamento de Proximidade Brasil, prevê a criação de 320 Bases Comunitárias de Segurança (BCS) nos próximos dois anos, cada uma responsável por uma área de até 20 mil habitantes. Os agentes recebem treinamento especializado em resolução pacífica de conflitos, direitos humanos e técnicas de investigação comunitária.
Resultados em São Paulo
Em São Paulo, onde o modelo existe há 15 anos, as áreas com BCS têm índice de homicídios 40% menor do que as áreas similares sem o programa. A confiança da população na polícia nessas áreas também é significativamente maior.
O ministro da Justiça afirmou que o modelo não substitui o policiamento ostensivo tradicional, mas o complementa, criando uma relação mais próxima entre a polícia e a comunidade que facilita a obtenção de informações sobre crimes.