Pré-candidato Moacir Bezerra registra B.O. e diz ter sido alvo de extorsão para tirar publicações do ar em Garanhuns
Empresário e pré-candidato a deputado estadual afirma que um perfil local exigiu R$ 1.000 via PIX para remover matérias que ele considera falsas. Caso foi registrado na 135ª Circunscrição e é apurado pela Polícia Civil de Pernambuco.
O empresário Moacir Bezerra Filho, pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, registrou um boletim de ocorrência na 135ª Circunscrição de Polícia de Garanhuns e afirma ter sido vítima de extorsão e difamação. Segundo a denúncia, um perfil de comunicação da cidade teria publicado matérias com informações que ele considera inverídicas e, em seguida, oferecido removê-las mediante o pagamento de R$ 1.000 por PIX. O próprio Moacir tornou o caso público, em vídeo gravado na porta da delegacia.
Entenda o caso
De acordo com o registro policial e com o material divulgado pelo próprio pré-candidato em suas redes sociais, a situação se desenrolou em etapas. Primeiro, um perfil de Garanhuns voltado à comunicação passou a publicar uma série de matérias críticas à pré-campanha de Moacir. Em seguida — conforme a denúncia —, o responsável por esse perfil teria procurado o pré-candidato por mensagem privada, propondo apagar tudo e não publicar mais nada sobre ele em troca de dinheiro.
O caso em 5 passos
- Um perfil de Garanhuns publicou matérias atacando a pré-campanha de Moacir Bezerra.
- O responsável pelo perfil teria procurado o pré-candidato por mensagem privada.
- Ofereceu remover as publicações e cessar novas postagens em troca de R$ 1.000 via PIX.
- Enviou uma chave PIX para o pagamento.
- Moacir guardou as conversas e registrou boletim de ocorrência por extorsão e difamação.
As publicações que originaram o caso
Nas postagens — publicadas pelo perfil em suas redes —, eram feitas afirmações de que o pré-candidato estaria isolado, com aliados “debandando” e a pré-campanha “parada por promessas não cumpridas”. As publicações não apresentavam documentos, números ou fontes identificadas que sustentassem as alegações.

A oferta de remoção em troca de dinheiro
Nas conversas preservadas por Moacir e exibidas por ele publicamente, o responsável pelo perfil chega a admitir que o conteúdo seriam “inverdades” e propõe a retirada das publicações mediante pagamento. Em um dos trechos, escreve: “removo agora mesmo. Como forma de confiança, faço a remoção primeiro. Cumprirei minha palavra esperando que cumpra igualmente com a sua”. Em outro: “mesmo sendo mentira, fica o falatório”.

A denúncia formal à polícia
O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 26E0225001565, em 28 de junho, na 135ª Circunscrição de Polícia de Garanhuns. No documento, constam os crimes de extorsão e difamação, com Moacir Bezerra Filho na condição de vítima. No relato à autoridade policial, ele afirma ter preservado todas as conversas, capturas de tela e demais provas, e pede a instauração de inquérito para apuração completa dos fatos. O registro menciona, ainda, que ele teria conhecimento de relatos de que outras pessoas teriam passado por situação semelhante.

O que diz a lei — para entender
Extorsão é o crime previsto no art. 158 do Código Penal: constranger alguém, mediante grave ameaça, a fazer algo — como pagar uma quantia — para obter vantagem econômica indevida. A pena prevista vai de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa.
Difamação é o crime do art. 139 do Código Penal: atribuir a alguém um fato ofensivo à sua reputação. É importante destacar que, no caso, trata-se de uma denúncia em apuração — não há, até o momento, decisão judicial sobre os fatos.
A palavra de Moacir Bezerra
Em vídeo gravado na porta da delegacia, o pré-candidato comentou o registro da ocorrência:
“Como homem público e pré-candidato a deputado estadual, não posso aceitar que as difamações, as tentativas de intimidação e qualquer conduta que busque constranger pessoas se tornem algo comum ou sejam tratadas como naturalidade. Confio no trabalho das autoridades e acredito que os fatos serão devidamente apurados dentro da lei.”
O outro lado
O Contraditório mantém o espaço aberto para manifestação do responsável pelo perfil citado na denúncia. Este texto será atualizado caso haja posicionamento.
O que acontece agora
Com o boletim registrado, o pré-candidato solicitou a instauração de inquérito policial, com a requisição de informações às plataformas digitais e à instituição financeira ligada à chave PIX apontada. Cabe agora à Polícia Civil de Pernambuco apurar os fatos, ouvir as partes e concluir se houve crime — assegurado o direito de defesa a todos os envolvidos.





