Domingo, 18 de outubro de 2026
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O Contraditório

Tag: TCE-PE

Izaías disse “tudo dentro da legalidade”. TCE escreveu “irregular”; Justiça fixou, em primeira instância, mais de R$ 15 milhões para ressarcir e pagar multa

O valor reúne R$ 8,9 milhões que as sentenças mandaram ressarcir e uma multa civil extra de R$ 6,1 milhões. Outra multa, equivalente a dez salários de prefeito, ficou fora da conta. As duas decisões também fixaram oito anos de suspensão dos direitos políticos e foram contestadas.

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Um dia antes de o Festival começar, o Ministério Público já tinha escrito o que não podia acontecer no palco

Em 9 de julho, às 16h43, o promotor eleitoral de Garanhuns assinou uma recomendação advertindo autoridades e pré-candidatos de que a lei proíbe promoção pessoal em festas pagas com dinheiro público — e listando, uma a uma, as condutas que considera ilícitas. O 34º Festival de Inverno abriu na noite seguinte. Nos dias 24 e 25, o prefeito Sivaldo Albino subiu ao palco duas vezes — a terceira tinha sido na abertura, dias antes. Esta reportagem reconstrói, documento por documento, os cinco anos em que órgãos de controle olharam para a conduta do prefeito em eventos pagos pelo município — e chegaram a conclusões opostas.

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O dinheiro da educação: a conta que a gestão Sivaldo Albino foi condenada a pagar

O dinheiro do FUNDEB é sagrado: só pode pagar a educação básica. Em Garanhuns, ele pagou outras coisas. O Tribunal de Contas já deu a palavra final em um caso: a Prefeitura teve de recompor R$ 1,77 milhão ao fundo. A Justiça Federal condenou o prefeito Sivaldo Albino (PSB) e a secretária de Educação, Wilza Vitorino, a devolver R$ 302 mil que saíram do fundo para pagar aposentados e pensionistas — condenação mantida em segunda instância em junho de 2026. E uma compra de kits escolares foi julgada irregular, com sobrepreço em 17 dos 19 itens. Esta é a primeira de uma série de cinco reportagens de O Contraditório, toda construída sobre documentos oficiais que o leitor pode baixar ao longo do texto.

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Prefeitura de Garanhuns comprometeu R$ 10 milhões com coffee break, buffet e quentinha na gestão de Sivaldo Albino — e quatro empresas abocanharam quase tudo

Enquanto a fila do posto de saúde não anda, a Prefeitura de Garanhuns e as autarquias municipais do Executivo pagaram R$ 9,14 milhões em coffee break, lanche, refeição, quentinha e buffet desde 2021 — e comprometeram R$ 10,35 milhões com esse recorte. Quatro empresas concentraram 96,7% do valor pago. E num dos pagamentos, o TCE registra exatamente cem vezes o valor mostrado pelo Portal da Prefeitura.

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Cristo do Magano: quase três anos de obra, um contrato rescindido por abandono, dois portais oficiais que não fecham a mesma conta — e um canteiro que, dois meses depois de ‘retomado’, segue do jeito que estava

Levantamento de O Contraditório reconstrói, mês a mês desde 2023, a história da obra mais simbólica de Garanhuns: uma empresa que abandonou o canteiro com menos de um quinto do serviço feito, uma segunda empresa contratada para terminar o que falta, e um vídeo gravado nesta segunda-feira (13/07) que mostra ferragem exposta, tijolo empilhado e nenhum operário à vista — quase dois meses depois de o prefeito ter assinado a ordem de serviço de retomada

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